terça-feira, 25 de agosto de 2015

A Mitologia do Preconceito Linguístico

Mito nº 6
“O certo é falar assim porque se escreve assim.”
O autor explica o fenômeno da variação, onde nenhuma língua é falada do mesmo jeito em todos os lugares, assim como nem todas as pessoas falam a própria língua de modo idêntico. A supervalorização da língua escrita, combinada com o desprezo da língua falada, é preconceito.
Esse mito tem como maior colaborador o sistema de ensino, pois é através dele que o aluno é obrigado a ler como se escreve, não levando em consideração o ambiente do falante. É lógico que a ortografia segue regras, devendo ser cumpridas, mas a fala não deve imitar a escrita, pois como podemos perceber em nosso dia-a-dia o ser humano aprende primeiro a falar e depois a escrever, sendo assim é uma hipocrisia afirmar que a língua deve ser como a escrita.
http://www.pixton.com/br/comic/gpzgzq7v

Um comentário:

  1. Prezada Deise,

    Nessa atividade que trata sobre o preconceito linguístico, são levantados oito mitos que revelam o comportamento preconceituoso de certos segmentos letrados da sociedade frente às variantes no uso da língua. Cabe lembrar que a norma culta favorece a manutenção do poder das elites e opressão das classes sociais menos favorecidas.
    O mito 1 Mito, prejudicial à educação, mostra que a escola tenta impor sua norma linguística como se ela fosse, de fato, comum a todos os brasileiros, esquecendo-se das diferenças regionais e de outros fatores que explicam a existência do verdadeiro abismo linguístico entre os falantes das variedades não padrão do português brasileiro e os falantes da suposta variedade culta.
    O mito 2 retrata que a noção de inferioridade em relação ao português brasileiro comparado a Portugal, causando um sentimento de dependência de um país mais antigo e dito “civilizado”. Já o mito 3, relacionado ao 2, defende que “Português é muito difícil”, reafirmando a afirmação preconceituosa de que o “brasileiro não sabe português”.
    O mito 4, “As pessoas sem instrução falam tudo errado”, levanta um preconceito linguístico social, afirmando que as pessoas de menor aquisição não sabem falar o português. E outro preconceito relacionado no que diz respeito às diferenças regionais, alimentado pela mídia que desmoraliza certa região, como acontece com os interiores do Nordeste.
    O mito 5 mostra que não existe certa região brasileira em que se fala o ”melhor” ou “pior” português. Não existe nenhuma variedade nacional e regional ou local que seja intrinsecamente “melhor”, “mais pura”, “mais bonita”, “mais correta” que outra.
    O mito 6 ,“O certo é falar assim porque se escreve assim.”, não leva em consideração o ambiente do falante. Entretanto, é importante ressaltar que a ortografia deve seguir regras, mas a fala não deve imitar a escrita.
    O mito 7, ao abordar a existência das gramáticas, mostra a presença de mecanismos ideológicos agindo através da imposição de normas gramaticais conservadoras no ensino da língua.
    Por fim, o mito 8 que se refere ao domínio da norma culta como instrumento de ascensão social, revela que se isso fosse verdadeiro, os professores ocupariam o topo da pirâmide social, econômico e política do país, situação inexistente na sociedade brasileira.
    Nesse sentido, essa atividade propôs uma história em quadrinhos que tratasse das variações linguísticas. Conforme sua história, podemos perceber que você retratou muito bem o Mito n 6, como você bem explicitou e ilustrou.

    Parabéns pela atividade e criatividade!

    Um abraço,
    Fabiano Camilozi - TD

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