A constituição do pensamento de Paulo Freire tem como foco principal o Brasil e a América Latina da década de 1960. Antes de anunciar a presença de Paulo Freire como educador faz-se necessário contextualizá-lo como homem. Diga-se um "percebedor" da realidade por sua condição de pobre, nordestino e brasileiro, sua luta e presença baseiam-se na categoria opressão.
Para ele, a luta dos oprimidos e sua libertação estão diretamente conectadas à percepção dessa situação opressora/alienante e a criação de alternativas a essa situação. A metodologia fundada na leitura do mundo foi um importante instrumento de trabalho em sua teoria do conhecimento.
Paulo Freire destaca:
Que a transitividade ingênua precisa ser promovida pela educação à crítica, a qual, fundando-se na razão, não deve significar uma posição racionalista, mas uma abertura do homem, através de que, mais lucidamente, veja seus problemas.
Posição que implica a libertação do homem de suas limitações, pela consciência
dessas limitações (FREIRE, 2001:113 e 114)
O tema da Leitura do Mundo em Paulo Freire aparece ao longo de toda a sua obra. É um dos fios que permitiu tecer a "educação como prática da liberdade"
Paulo Freire (1984, Pedagogia do oprimido) defendia a mudança na sociedade através de uma "reforma interna" do homem, via "conscientização". "Uma pedagogia da liberdade pode ajudar uma política popular, pois a conscientização significa abertura à compreensão das estruturas sociais como modos de dominação e violência (...)" (1984, Educação como prática da liberdade).
Daí, o papel da educação seria, então, o da conscientização e o conhecimento construído através do processo educativo teria a função de motivador e impulsionador da ação transformadora. Nessa perspectiva, o ser humano deveria entender a realidade como
modificável e a si mesmo como capaz de modificá-la.
Partindo da visão do mundo Paulo Freire estabelece sempre a necessária relação
entre o local e global. Em à sombra de uma mangueira afirma:
Antes de tornar-me um cidadão do mundo, fui e sou um cidadão do Recife a que cheguei a partir de meu quintal, no bairro da Casa Amarela. Quanto mais enraizado na minha localidade, tanto mais possibilidades tenho de me espraiar, me mundializar. Ninguém se torna local a partir do universal (FREIRE. 1995:25).
Promover a inserção humana no equilíbrio dinâmico sustentável é um problema de percepção, de visão de mundo, mas vivemos uma crise de percepção. A realidade em que estamos inseridos exige um novo significado de educação longe de interesses dominantes que na prática são insustentáveis. Precisamos de uma educação libertadora e de consciência crítica de mundo, que seja compartilhada com milhares de excluídos, que os fortaleça, que, diferente do mundo globalizado que a usa sob a ética de mercado, adote a ética universal do ser humano.
A Leitura do Mundo nos mostra que hoje o planeta está em perigo. A lógica do mercado, do capital, que oprime, segrega, exclui seres humanos da vida com dignidade, também se aplica sobre o planeta Terra. Por isso necessitamos de uma educação para a sustentabilidade que reafirme os valores da ética global, da integridade ambiental e da justiça econômica e sócio-cósmica.
É neste sentido que apontar a filosofia da educação, resgatando pensadores da educação, em especial Paulo Freire, percebemos o principal instrumento de libertação do senso comum em uma nova leitura de mundo, condição necessária, na educação do presente e do futuro, para resgatar a centralidade da preocupação com o ser humano no processo educacional, voltada para o futuro, uma educação voltada para a construção do sonho de uma cidadania planetária de alteridade cósmica sustentável.
Esta postagem é parte de um trabalho realizado no Curso de Pedagogia /UEMG- Polo de Frutal-MG, para a matéria FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO.
Promover a inserção humana no equilíbrio dinâmico sustentável é um problema de percepção, de visão de mundo, mas vivemos uma crise de percepção. A realidade em que estamos inseridos exige um novo significado de educação longe de interesses dominantes que na prática são insustentáveis. Precisamos de uma educação libertadora e de consciência crítica de mundo, que seja compartilhada com milhares de excluídos, que os fortaleça, que, diferente do mundo globalizado que a usa sob a ética de mercado, adote a ética universal do ser humano.
A Leitura do Mundo nos mostra que hoje o planeta está em perigo. A lógica do mercado, do capital, que oprime, segrega, exclui seres humanos da vida com dignidade, também se aplica sobre o planeta Terra. Por isso necessitamos de uma educação para a sustentabilidade que reafirme os valores da ética global, da integridade ambiental e da justiça econômica e sócio-cósmica.
É neste sentido que apontar a filosofia da educação, resgatando pensadores da educação, em especial Paulo Freire, percebemos o principal instrumento de libertação do senso comum em uma nova leitura de mundo, condição necessária, na educação do presente e do futuro, para resgatar a centralidade da preocupação com o ser humano no processo educacional, voltada para o futuro, uma educação voltada para a construção do sonho de uma cidadania planetária de alteridade cósmica sustentável.
Esta postagem é parte de um trabalho realizado no Curso de Pedagogia /UEMG- Polo de Frutal-MG, para a matéria FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO.

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