quinta-feira, 24 de abril de 2014

           Filosofia na Educação segundo Paulo Freire



A constituição do pensamento de Paulo Freire tem como foco principal o Brasil e a América Latina da década de 1960. Antes de anunciar a presença de Paulo Freire como educador faz-se necessário contextualizá-lo como homem. Diga-se um "percebedor" da realidade por sua condição de pobre, nordestino e brasileiro, sua luta e presença baseiam-se na categoria opressão.
Para ele, a luta dos oprimidos e sua libertação estão diretamente conectadas à percepção dessa situação opressora/alienante e a criação de alternativas a essa situação. A metodologia fundada na leitura do mundo foi um importante instrumento de trabalho em sua teoria do conhecimento.

Paulo Freire destaca:
Que a transitividade ingênua precisa ser promovida pela educação à crítica, a qual, fundando-se na razão, não deve significar uma posição racionalista, mas uma abertura do homem, através de que, mais lucidamente, veja seus problemas.
Posição que implica a libertação do homem de suas limitações, pela consciência
dessas limitações (FREIRE, 2001:113 e 114)

O tema da Leitura do Mundo em Paulo Freire aparece ao longo de toda a sua obra. É um dos fios que permitiu tecer a "educação como prática da liberdade"


Paulo Freire (1984, Pedagogia do oprimido) defendia a mudança na sociedade através de uma "reforma interna" do homem, via "conscientização". "Uma pedagogia da liberdade pode ajudar uma política popular, pois a conscientização significa abertura à compreensão das estruturas sociais como modos de dominação e violência (...)" (1984, Educação como prática da liberdade).


Daí, o papel da educação seria, então, o da conscientização e o conhecimento construído através do processo educativo teria a função de motivador e impulsionador da ação transformadora. Nessa perspectiva, o ser humano deveria entender a realidade como
modificável e a si mesmo como capaz de modificá-la.
Partindo da visão do mundo Paulo Freire estabelece sempre a necessária relação

entre o local e global. Em à sombra de uma mangueira afirma:
Antes de tornar-me um cidadão do mundo, fui e sou um cidadão do Recife a que cheguei a partir de meu quintal, no bairro da Casa Amarela. Quanto mais enraizado na minha localidade, tanto mais possibilidades tenho de me espraiar, me mundializar. Ninguém se torna local a partir do universal (FREIRE. 1995:25).

Promover a inserção humana no equilíbrio dinâmico sustentável é um problema de percepção, de visão de mundo, mas vivemos uma crise de percepção. A realidade em que estamos inseridos exige um novo significado de educação longe de interesses dominantes que na prática são insustentáveis. Precisamos de uma educação libertadora e de consciência crítica de mundo, que seja compartilhada com milhares de excluídos, que os fortaleça, que, diferente do mundo globalizado que a usa sob a ética de mercado, adote a ética universal do ser humano.
A Leitura do Mundo nos mostra que hoje o planeta está em perigo. A lógica do mercado, do capital, que oprime, segrega, exclui seres humanos da vida com dignidade, também se aplica sobre o planeta Terra. Por isso necessitamos de uma educação para a sustentabilidade que reafirme os valores da ética global, da integridade ambiental e da justiça econômica e sócio-cósmica.
É neste sentido que apontar a filosofia da educação, resgatando pensadores da educação, em especial Paulo Freire, percebemos o principal instrumento de libertação do senso comum em uma nova leitura de mundo, condição necessária, na educação do presente e do futuro, para resgatar a centralidade da preocupação com o ser humano no processo educacional, voltada para o futuro, uma educação voltada para a construção do sonho de uma cidadania planetária de alteridade cósmica sustentável.


Esta postagem é parte de um trabalho realizado no Curso de Pedagogia /UEMG- Polo de Frutal-MG, para a matéria FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO.






terça-feira, 22 de abril de 2014

Trabalho feito para a matéria Filosofia da Educação / Curso Pedagogia - UEMG - Polo Frutal

ASPECTOS DA EDUCAÇÃO DEFENDIDOS POR PAULO FREIRE

Postado no Slideshare!!!

Link: http://pt.slideshare.net/deisecristinaribeiro/documento-verdade

terça-feira, 15 de abril de 2014

Para o Curso de Pedagogia UEMG - Polo Frutal



Pichação no mesmo local defende a igualdade
racial (Foto: Laís Françoso/G1)


Segundo o estudante Duarte Olossato Quebi, 27 anos, da Guiné Bissau, aluno do curso de ciências sociais, não é comum a prática de atitudes como esta dentro do campus, diferente da situação vivida por ele nas ruas. “O problema do racismo nas ruas muitas vezes não tem a ver com a nossa nacionalidade, mas sim por ser uma questão que está enraizada na cultura do Brasil. Esse tipo de atitude é estranha em uma faculdade onde as pessoas se dizem esclarecidas”, diz. Quebi desconhece quem possa ter feito as ofensas nas paredes.
Para a coordenadora do Centro de Referência Afro de Araraquara, Alessandra de Cássia Laurindo, a atitude é lamentável. “Isso me surpreende porque naquela faculdade existem pessoas formadoras de opinião e que um dia se tornarão profissionais que, infelizmente, carregam esse tipo de preconceito”, diz.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Trabalhadores Mirins do Grupo Espírita Irmã Scheilla
Futuros trabalhadores do Grupo, eles tem uma aula todo Sábado às 8:15 h da manhã sobre como ser um Trabalhador Mirim com a tia Isabella até às 9:30 h, e depois às 10:00 h vão para a sala de Evangelização!
Os três trabalhadores dessas fotos, são meus alunos de Evangelização, mas, há outros trabalhadores de outras salas também, cada Sábado um grupo realiza a prática do estudo.




quinta-feira, 10 de abril de 2014

Segundo a autora do texto “Mídias”, Iara Melo Franco:
Do latim médium, o termo mídia significa meio ou veículo de comunicação, englobando principalmente os meios impressos. O termo mídia pode ter outras acepções, em uma agência de publicidade, por exemplo, designa tanto o setor quanto o profissional. Na engenharia, aa palavra também significa o meio ou o cabo de condução de um sinal, a exemplo da fibra ótica, do cabo coaxial, entre outros.
Várias mídias são consideradas de massa, sendo, por isso, tratadas como um sistema de comunicação que privilegia uma ampla distribuição de mensagens de um ponto ou emissor para muitos pontos receptores. Hoje a expressão meio de comunicação de massa está perdendo sua força, não tanto pela ausência ou perda do potencial massivo de muitos meios, mas pelo surgimento de novas tecnologias digitais, notadamente a internet.
O conhecimento e a utilização adequada das diversas mídias são um imperativo, na criação de cursos a distância de qualidade, que devem apresentar materiais  sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, entretanto, não basta preparar um material de qualidade, é necessário fazer uma avaliação das condições de recepção do público alvo, uma vez que nem todos têm acesso às tecnologias disponíveis, portanto, a definição sobre mídia a ser utilizada depende da natureza do projeto em questão.
E a TIC que tanto se ouve falar? Em primeira aproximação é o resultado de três grandes vertentes técnicas: a informática, as telecomunicações e as mídias eletrônicas. E como a instituição escolar está lidando com esse imenso desafio? Finalidades ampliadas e demandas crescentes, estas são as macro tendências para o futuro, os sistemas educacionais terão que dar respostas a estas demandas, a educação tende a crescer em número e complexidade.
Se é fundamental reconhecer a importância das TIC e a urgência de criar conhecimentos e mecanismos que possibilitem sua interação à educação, é preciso também evitar seu deslumbramento que tende a levar o uso mais ou menos indiscriminado por si e em si, ou seja, mais por suas virtualidades técnicas do que por suas virtudes pedagógicas.
(Texto realizado como trabalho para a disciplina Educação e Tecnologia do Curso de Pedagogia - UEMG)





http://pt.slideshare.net/deisecristinaribeiro/memrias-escolares

Trabalho feito para o Curso de Pedagogia para matéria História da Educação "Memórias "Escolares".