terça-feira, 18 de novembro de 2014

Museu Municipal de Frutal
O Museu Municipal de Frutal foi criado após a inauguração da Casa da Cultura, antigo Paço Municipal, em 16 de agosto de 2005 e tem como objetivo resgatar a história desta cidade.
Vários objetos valiosos e interessantes foram doados por frutalenses que acreditaram e acreditam que esta seja a melhor maneira de se preservar o passado.
Nosso acervo conta com duzentas e cinquenta e seis peças variadas que vão desde objetos que foram usados em escritórios e residências, até documentos assinados por Dom Pedro II. Dentre os mais curiosos, estão um relógio-cuco que chama a atenção de crianças e adultos, a evolução da câmera fotográfica (a mais antiga de 1930), a evolução do aparelho telefônico (o mais antigo data 1920 e pertenceu ao Paço Municipal), a primeira televisão de Frutal (de 1962, montada pelo frutalense Jeová Ferreira) e máquinas de escrever (do início do século XX).
Muito valiosas são a batina e as sandálias do Frei Gabriel; o bacamarte (peça do século XVIII) usado na Guerra do Paraguai; a sanfona “pé-de-bode”, óculos de sol de 1805, cadeira de consultório que pertenceu ao Dr. Sandoval Henrique de Sá, espingarda “Duruta (século XIX) que pertenceu ao fundador de Frutal Antônio de Paula e Silva, conjunto de estantes e balcões de madeira com, aproximadamente, 80 anos de uso da Pharmácia Triângulo; relógio de bolso em prata maciça que pertenceu ao Senador Gomes da Silva e mais 184 peças variadas, todas catalogadas e inseridas no Livro do Tombo.
Enfim, o Museu Municipal de Frutal agrega um acervo diversificado que faz os visitantes voltarem no tempo a fim de reavivarem suas memórias.
  
O ARQUIVO PÚBLICO
 Assim como o Museu Municipal, o Arquivo Público é, sem dúvida, uma fonte preciosa de pesquisa e de curiosidades que os frutalenses podem dispor sempre que desejarem. Tem uma vasta hemeroteca com exemplares do final do século XIX, além dos jornais de veiculação atual; um acervo fotográfico em preto e branco e colorido, uma discoteca com discos em vinil com mais de duzentos LPs, além de documentos da maior importância para a história desta cidade.
O arquivo e o museu estão abertos ao público, para que estes usufruam desta iniciativa que a Prefeita Ciça teve na sua primeira gestão.

Documentos interessantes do Arquivo
1- Livro manuscrito: romance “Iva, a cabocla”, escrito pelo Senador Gomes da Silva (1880 a 1890) – original.
2 – Xerox da ata de instalação e posse do município Carmo do Fructal.
3 – Nomeação do Sr. João Batista Furtado de Mendonça assinado por Vossa Majestade Imperial D. Pedro II.
4 – Coletânea de discos de vinil.
5 – Programação de filmes para o Cine Canaã no ano de 1959.
6 – Mais de 500 fotografias catalogadas.
7 – Hemeroteca (coleção de jornais). Entre eles Tribuna de Frutal: de 1944 a 1963; Folha de Frutal, Jornal Pontal, Jornal Esquema.







quarta-feira, 27 de agosto de 2014

SOCIOLOGIA: SOCIEDADE E EDUCAÇÃO
ENTREVISTA COM COORDENADOR (A) PEDAGÓGICO (A)

Como você caracteriza a clientela da escola?
A escola analisada está situada num bairro de periferia  e a maioria dos alunos são de famílias que apresentam um perfil sócio-econômico de baixa renda, cerca de 70% dependem dos programas assistenciais do governo (bolsa família) e ajuda na aquisição de materiais escolares.

Quais os movimentos sociais que existem no entorno da escola?
 Alguns projetos são desenvolvidos no entorno da escola como: aulas de capoeira, bordado, pintura, Projeto Desbravadores do Triângulo (realizados aos finais de semana na própria escola) e os integrantes do projeto participam de desfiles, acampamentos, etc.

De que maneira a comunidade escolar participa do cotidiano da escola?
 A comunidade escolar participa do cotidiano escolar de maneira tímida. São feitas  periodicamente reunião de pais, assembleias, eventos comemorativos e festivos, porém, o envolvimento das famílias é pequeno.

Quais os elementos das culturas da comunidade penetram no interior da escola? 
A escola valoriza as ideias, experiências e vivências e dessa forma incorpora os elementos das culturas da comunidade (Ex: danças, estilos de vida, jeito de falar, etc.)

  Como a escola lida com as diversas crenças religiosas? 
Vivemos num estado laico e por isso a escola lida de forma democrática com as diversas crenças religiosas, respeitando a opção individual de cada um.

  Quais as práticas da escola que demonstram seu caráter democrático?
 A escola tem como prática a tomada de decisão coletiva no seu planejamento, execução, acompanhamento e avaliação das questões pedagógicas e administrativas.

Quais as práticas escolares que demonstram o compromisso da escola com a inclusão social (etnia, PNE, dentre outras)?
 A inclusão social se faz presente na instituição, pois há sala de Recursos Multifuncionais AEE – Atendimento Educacional Especializado para contemplar os alunos que apresentam deficiências ou transtornos globais do desenvolvimento.
a sala do AEE constitui-se num espaço específico para o desenvolvimento de estratégias de aprendizagem . Há vários alunos da escola que frequentam a APAE.

Quais os critérios que a escola utiliza para a enturmação dos alunos do 1º ano? 
Como se trata de uma escola com apenas duas turmas o critério utilizado par a enturmação é a ordem das matrículas, os alunos que se matriculam primeiro formam a primeira turma e assim por diante.


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

ROTINAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

ESCOLA MUNICIPAL CANDIDA ARANTES CARVALHO – 3º ANO
PROFESSORA ALFABETIZADORA: ANGELA MARIA RIBEIRO DE MORAIS
TURNO: MATUTINO

1º Dia – 11 de Agosto de 2014 – Segunda-Feira
A Educadora iniciou a aula com a apresentação do quadro de numerais.
Atividade desenvolvida no caderno de matemática.
Após explorar o quadro com perguntas sobre os números apresentados, disse que o quadro seria parte de um jogo. Em seguida apresentou um texto instrucional com as regras do jogo o “Bingo Numérico”.
Logo após entregou uma cartela para cada aluno, orientando para que cada um escolhesse 12 numerais e anotassem em sua cartela.

OBS: A Educadora escreveu 30 numerais
Diversos (0 a 500), e pediu para que os alunos escolhessem 16 desses numerais e copiá-los em sua cartela.


Em seguida apresentou-lhes uma caixinha com os numerais que estava no quadro e começou a “cantar” os números, quem tinha o número marcava um x, com lápis de cor de sua preferência, e assim sucessivamente até que cada um conseguisse fazer o bingo e fosse o vencedor!
Notei que foi uma aula onde os alunos aprenderam e se divertiram muito.






Em outro momento, a Educadora Angela entregou a cada aluno uma cartela já preenchida, e de acordo com os números da cartela eles resolveram as seguintes questões:
- Quantos numerais tem na cartela?
- Qual é o maior numeral registrado na cartela?
- Escreva os numerais pares registrados na cartela.
- Coloque os numerais em ordem crescente e decrescente.
E assim foram feitas várias perguntas, que foram registradas no caderno.

2º dia – 12/08/2014 – Terça-Feira
Atividade desenvolvida no caderno de Português

Continuando as atividades as atividades com gêneros textuais, como leitura deleite foi feita a leitura do livro “Sabores da América de Ana Maria Pavez e ConstanzaRecart e ilustrações de IsabelHojas, com o texto informativo sobre a história do chocolate com atividades registradas no caderno.

Texto Informativo:
O cacaueiro é uma árvore cujas flores e frutos (o cacau) nascem no tronco. O cacau contém uma polpa branca, na polpa pode haver até 60 sementes, que, depois de processadas, resultam no chocolate, na forma líquida ou sólida. O povo Olmeca, foram os primeiros a cultivar o cacau, há cerca de 3 mil anos, no Golfo do México. Durante séculos, o chocolate foi consumido principalmente como bebida.

Atividades:
De acordo com o textinho acima, responda marcando com x:
a) Como é chamado o fruto do cacaueiro?
(  ) Caju       
(  ) Cacau
(  ) Carambola
(  ) Caqui

b) Complete a frase abaixo de acordo com o texto:
O povo____________________ foi o primeiro a cultivar cacau.
Durante muito tempo o chocolate foi consumido como__________________________.

c) Responda:
Quantas sementes aproximadamente pode ter uma polpa de cacau?
Você já bebeu alguma bebida de chocolate? Qual?


Na sala da Educadora Angela existe o “Cantinho da Leitura”, onde ela confeccionou uma caixa cheia de livros e gibis com a seguinte frase” ler é viajar no mundo da imaginação”, notei que os alunos gostam muito desse momento, de comentarem o que estão lendo, gostei muito dessa idéia da Educadora, incentivadora e criativa!






 Nota-se um momento de grande interatividade entre os alunos, com certeza um projeto muito válido! E claro, quanto mais lerem, mais facilidade terão no aprendizado da alfabetização.

3º dia – 13/08/2014 – Quarta-Feira
Atividade desenvolvida no caderno de Português
Continuando com gêneros textuais, foi apresentado aos alunos um texto instrucional, receita culinária “bolo de chocolate”, onde foi trabalhadas atividades de interpretações de texto oral e escrito.

Receita: Bolo de Chocolate
Ingredientes para a massa:
- 1 xícara (chá) de leite - 1 xícara (chá) de óleo de soja
- 2 unidades de ovo
- 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
- 1 xícara (chá) achocolatado em pó
- 1 xícara (chá) de açúcar
- 1 xícara (chá) de fermento em químico em pó
Cobertura:
- 2 colheres (sopa) de manteiga
- 3 colheres (sopa) de achocolatado em pó
-3 colheres (sopa) de açúcar
- 5 colheres (sopa) de leite
Como fazer:
Massa
Coloque os líquidos no liquidificador e bata até misturar bem. Coloque os outros ingredientes, sendo o fermento o último. Leve para assar em forno médio, numa forma untada e enfarinhada.
Cobertura
Misture numa panela a manteiga, o achocolatado, o açúcar e o leite. Leve ao fogo até derreter e a calda ficar homogênea. Cubra o bolo ainda quente, furando-o com o garfo.

Atividades de interpretação
1- O texto acima é:
(  ) Poético
(  ) Instrucional
(  ) História em quadrinhos

2- O bolo apresentado na receita é de:
(  ) Fubá
(  ) Chocolate
(  ) Leite ninho

3- Qual ingrediente aparece em maior quantidade na cobertura?
 4- Leia o modo de preparo (massa), qual é o último ingrediente a ser colocado?
5- Quais os ingredientes usados na cobertura?


Os alunos interagiram bastante, falando se gostavam ou não de bolo de chocolate, quais eram seus bolos preferidos... E como na aula anterior, os alunos puderam novamente escolher no Cantinho da Leitura algo para ler e viajar na imaginação!!!








4º dia – 14/08/2014 – Quinta-Feira
A Educadora Angela usou o mesmo texto descritivo Receita do Bolo de Chocolate para trabalhar na aula de matemática, explicando sobre quantidade e dobro.

 Atividade desenvolvida no caderno de Matemática:
Se você fosse preparar duas receitas (o dobro). Quanto de cada ingrediente você teria que usar na massa?


Em um segundo momento a Educadora trabalhou novamente com a cartela do bingo:

Atividade
De acordo com a cartela responda:
1 – Quantos numerais tem a cartela?
2 – Qual é o menor numeral registrado na cartela?
3 – Coloque os numerais da primeira linha horizontal em ordem crescente.
4 -  Escreva os números ímpares registrados na cartela.
5 – Escreva o sucessor de 333.
6 – Escreva o numeral em que o número 7 está na ordem das dezenas.
7 – Copie os números da terceira coluna do menor para o maior.
8 – Qual é o maior numeral registrado na cartela?
9 – Escreva o numeral que representa 4 centenas.

Percebe-se uma grande interatividade dos alunos entre si e com a Educadora.

5º dia – 15/08/2014 – Sexta-Feira
Foi feito a culminância com um delicioso bolo de chocolate!
Para finalizar essa sequência de gêneros, os alunos fizeram um relatório da aula, contando o que aconteceu, o que eles aprenderam durante a semana e o que eles mais gostaram.
A Educadora Angela nos falou que, trabalhar lúdico com os alunos, faz com que eles aprendam com mais prazer, pois, através de jogos e brincadeiras as aulas são mais alegres e divertidas.











Muito feliz na realização desse trabalho, apesar das dificuldades, da correria de conciliar com meu trabalho, mas deu tudo certo, gostei demais dessa experiência.
Agradeço a Escola Municipal Candida Arantes Carvalho, a Educadora Angela pela atenção e explicações.
A Educadora Angela é muito criativa e tem projetos incríveis!!!!
Uma alfabetizadora muito carinhosa e dedicada, percebe-se o bom entrosamento delas com os alunos e o quanto eles gostam dela.
Com certeza falarei muito dela ainda aqui no Blog!



Crédito fotos: Arquivo Pessoal





segunda-feira, 11 de agosto de 2014

“A vida na escola e a escola da vida"

Resposta ao Fórum Situações do Cotidiano:


A escola não está cumprindo o seu dever e pelo contrário, ela está produzindo muito mais fracasso que sucesso, trata uns melhor do que outros e convence os que fracassam de que fracassam porque são inferiores. Ela só educa a minoria. A grande maioria é excluída e marginalizada.
Apesar da lei dizer que a educação é um direito e um dever de todos, as portas da escola estão fechadas para muitos.
Há poucas alternativas para os atingidos pela exclusão da escola. O destino da grande maioria é aceitar os trabalhos mais duros, de remuneração mais baixa e com maior risco de desemprego na hora crise.
Muita gente ainda pensa que a escola é democrática quando trata todo mundo do mesmo jeito. Ora, na verdade, as crianças já chegam à escola numa situação desigual.
Para poder mudar a escola, é preciso primeiro saber o que faz com que ela seja o que é hoje, essa engrenagem que não atende os interesses do conjunto da população. A maneira como a escola está organizada é o resultado da organização da sociedade em seu conjunto.
A escola não é democrática porque a sociedade em que vivemos ainda não é verdadeiramente democrática. Os donos do poder são também os donos do saber e os pobres são excluídos tanto da escola quanto da participação nas decisões.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Aula de Evangelização do dia 02/08/2014 no GEIS (Grupo Espírita Irmã Sheilla) sobre FAMÍLIA.



Contei para eles a história "Construindo Pontes"!
Segue a História...
CONSTRUINDO PONTES
Certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho,entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e cuidando um do outro.
Durante anos percorreram uma estreita, porém, comprida estrada que corria ao longo do rio para,ao final de cada dia, poderem atravessá-lo e desfrutarem um da companhia do outro. Apesar do cansaço,faziam-no com prazer, pois se amavam. Mas, agora, tudo havia mudado. O que começara com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta. Ao abri-la, notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro em sua mão, que lhe disse:
– Estou procurando por trabalho, talvez você tenha um pequeno serviço aqui e ali. Posso ajudá-lo?
– Sim! disse o fazendeiro. Claro que tenho trabalho para você, veja aquela fazenda além do riacho.
É de meu vizinho, na realidade, do meu irmão mais novo. Brigamos muito e não posso mais suportá-lo. Vê
aquela pilha de madeira perto do celeiro? Quero que você me construa uma cerca bem alta ao longo do rio
para que eu não precise mais vê-lo.
– Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão o martelo e os pregos que certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito.
Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou o carpinteiro a encontrar o material e partiu.
O homem trabalhou arduamente durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando.
Já anoitecia quando terminou sua obra, ao mesmo tempo que o fazendeiro retornava. Porém, seus olhos não podiam acreditar no que viam. Não havia qualquer cerca! Em seu lugar estava uma ponte que ligava um lado do riacho ao outro. Era realmente um belo trabalho, mas, enfurecido, exclamou:
–Você é muito insolente em construir esta ponte após tudo que lhe contei!!!
No entanto, as surpresas não haviam terminado. Ao erguer seus olhos para a ponte mais uma vez,viu seu irmão aproximando-se da outra margem, correndo com seus braços abertos. Cada um dos irmãos permaneceu imóvel de seu lado do rio, quando num só impulso, correram um na direção do outro, abraçando-se e chorando no meio da ponte.
Emocionados, viram o carpinteiro arrumando as ferramentas e partindo.
– Não, espere! – disse o mais velho. Fique conosco mais alguns dias, tenho muitos outros projetospara você.
O carpinteiro então lhe respondeu:

– Adoraria ficar, mas, tenho muitas outras pontes para construir.

Ilustração:











Ilustração: Apostila FEB
Arte Pintura: Deise Cristina Ribeiro
                            Fabricio Ribeiro Borges